© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Em uma coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (4) em Brasília, o ministro interino da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, expressou profunda preocupação e repúdio diante da revelação do suposto plano para assassinar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Cappelli destacou a gravidade e a inaceitabilidade da situação, afirmando que as investigações devem ser conduzidas até “as últimas consequências” para responsabilizar os envolvidos.

A revelação do plano veio à tona por meio de uma entrevista concedida pelo ministro Alexandre de Moraes ao jornal O Globo. Segundo Moraes, as investigações sobre os eventos golpistas de 8 de janeiro de 2023 descobriram a existência de planos para sua prisão e assassinato, inclusive com a participação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O ministro do STF detalhou que havia três planos, um dos quais propunha enforcá-lo na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Em sua fala, Cappelli ressaltou a seriedade do suposto plano, enfatizando que é “gravíssimo e inaceitável cogitarem atentar contra a vida de um ministro da Suprema Corte do Brasil”. Ele reiterou o compromisso de levar a investigação até o fim para descobrir os responsáveis pelo planejamento da prisão e assassinato do ministro do STF.

O ministro interino da Justiça destacou que a informação será minuciosamente apurada, e todos os esforços serão direcionados para identificar e punir os envolvidos. Em uma declaração veemente em uma rede social, Cappelli afirmou: “O plano contra o ministro Alexandre de Moraes indigna todos os democratas. Iremos às últimas consequências para identificar e punir todos os responsáveis. [Eles] acertarão suas contas com a Justiça e com a história.”

É importante contextualizar que os eventos de 8 de janeiro de 2023 foram marcados pela invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, insatisfeitos com o resultado da eleição presidencial de 2022. Alexandre de Moraes era um dos principais alvos das manifestações golpistas que surgiram após o segundo turno da eleição em outubro de 2022. A situação representa um desafio sério para a estabilidade democrática do país, exigindo ação enérgica e imparcial por parte das autoridades.