Vasco x Flamengo pelo Campeonato Brasileiro Sub-20, em São Januário Créditos: Rener Pinheiro / MoWA Press Vasco x Flamengo pelo Campeonato Brasileiro Sub-20, em São Januário Créditos: Rener Pinheiro / MoWA Press

Na última segunda-feira (15), um incidente chocante abalou a comunidade esportiva do Vasco da Gama, quando um jovem atleta de 14 anos, integrante da base de remo do clube, foi detido pela Polícia Militar do Rio de Janeiro sob a acusação de furto de um telefone celular. O adolescente, de pele negra, retornava para casa após seu treino na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul, quando foi retirado do ônibus por policiais militares.

O Vasco da Gama, ciente da injustiça sofrida pelo jovem remador, prontamente denunciou o ocorrido. A mãe do atleta procurou o clube, que emitiu um comunicado oficial repudiando a detenção, classificando-a como injusta. O clube destacou que o fato do jovem apresentar-se como atleta do Vasco e portar documentos que comprovavam sua identidade foram desconsiderados pelas autoridades, que sequer entraram em contato com o clube para esclarecimentos.

Em nota, o Vasco da Gama afirmou: “Diante desse caso gravíssimo, o CRVG informa que acionou seu departamento jurídico para atuar em representação de seu jovem remador buscando a indispensável reparação da injustiça praticada. O Vasco da Gama não permitirá que o nome de seu atleta seja maculado e está dando todo o apoio à sua família.”

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro também está envolvida no caso, após ser procurada pela família do atleta. O primeiro atendimento está agendado para os próximos dias, evidenciando a urgência em solucionar essa grave violação de direitos.

Ao ser questionada pela Agência Brasil, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar confirmou a detenção do adolescente, alegando terem sido acionados para atender uma ocorrência de furto na Avenida Presidente Vargas. Entretanto, a versão dos eventos apresentada pelos policiais é questionável, uma vez que as vítimas não reconheceram os adolescentes como autores do furto durante o procedimento na delegacia.

A Polícia Militar afirmou que os telefones foram devolvidos às vítimas, mas um processo apuratório foi instaurado para analisar a conduta dos policiais envolvidos. A corporação ressaltou não compactuar com desvios ou atos discriminatórios.

Este triste episódio destaca a necessidade urgente de revisão e aprimoramento nos procedimentos de abordagem policial, além de reforçar a importância do combate ao preconceito racial, que ainda persiste nas instituições. O Vasco da Gama e a comunidade esportiva aguardam a rápida resolução desse caso, buscando justiça para o atleta e sua família, e reforçando o compromisso com a igualdade e a equidade dentro e fora dos campos esportivos.

Foto:  Vasco x Flamengo pelo Campeonato Brasileiro Sub-20, em São Januário Créditos: Rener Pinheiro / MoWA Press