Há um ano, casas foram destruídas em deslizamentos na Barra do Sahy após tempestades no litoral norte de São Paulo. Foto - Rovena Rosa/Agência BrasilHá um ano, casas foram destruídas em deslizamentos na Barra do Sahy após tempestades no litoral norte de São Paulo. Foto - Rovena Rosa/Agência Brasil

Um ano se passou desde que as chuvas intensas desencadearam deslizamentos de terra devastadores em São Sebastião, deixando 64 pessoas mortas e um rastro de destruição em sua esteira. Hoje, os residentes das áreas afetadas ainda enfrentam desafios monumentais na busca por uma nova vida. Muitos optaram por retornar às suas residências, preferindo enfrentar os riscos potenciais a abandonar os lares construídos com tanto sacrifício.

Leidecleire Siqueira da Silva, assistente social que vive na Vila Sahy, a área mais atingida pela tragédia, compartilha sua experiência. Embora sua casa não tenha sido diretamente afetada pelos deslizamentos, ela relata a dificuldade de viver longe de sua comunidade e dos elementos essenciais de sua vida diária. “A gente não estava tendo mais vida [em Bertioga]. Então, eu decidi voltar para a minha casa e recomeçar aqui”, diz ela, referindo-se à esperança renovada trazida pelas obras de contenção e drenagem em andamento pela prefeitura.

O cenário em São Sebastião evoca memórias dolorosas da tragédia que assolou Teresópolis há alguns anos, onde muitos moradores perderam suas casas e entes queridos em circunstâncias semelhantes. Infelizmente, mesmo após tanto tempo, alguns desses moradores ainda lutam para reconstruir suas vidas, sem receber a ajuda necessária do governo.

Ademilton Santos, diretor social da Associação de Moradores da Vila Sahy, destaca os esforços contínuos da comunidade em garantir sua segurança e bem-estar. “Essas obras eram nosso sonho, a gente está brigando há anos para que se fizesse esse tipo de melhoria, se fizesse a regularização fundiária do bairro, para que a comunidade pudesse viver com mais tranquilidade”, afirma.

Enquanto o processo de reconstrução avança, a importância da prevenção e preparação para futuros desastres não pode ser subestimada. Vagner Barroso, coordenador municipal da Defesa Civil, destaca os esforços para fortalecer a resiliência da comunidade, incluindo a implementação de sistemas de alerta precoce e a realização de obras de infraestrutura.

Apesar dos desafios enfrentados e das lições dolorosas aprendidas, os moradores de São Sebastião permanecem resilientes em sua busca por um recomeço. Enquanto isso, a memória das vítimas perdidas em Teresópolis serve como um lembrete sombrio da necessidade contínua de ação eficaz por parte das autoridades para proteger as comunidades vulneráveis em face da imprevisibilidade da natureza.

Texto redação: baseado em informações da Agência Brasil e TV Brasil.