Usuários do CRAS Volante Fazenda Ermitage e alunos do 1º ano de Medicina do Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso) participaram nesta terça, 05/03, da roda de conversa ‘Violência Doméstica e a Lei Maria da Penha – seus avanços e aplicações em defesa das mulheres vítimas de violência física, psicológica, moral ou patrimonial’.

Realizado em parceria pelas secretarias municipais de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH) e dos Direitos da Mulher (SMDM),o evento fez parte das celebrações pelo Mês da Mulher. Sessões de massoterapia e apresentação musical completaram a programação.

O tema foi abordado por Elizabeth Garcia, da equipe técnica da SMDM, que enumerou os tipos de violência a que são submetidas muitas mulheres no Brasil, sua dificuldade em denunciar e até de reconhecer que são vítimas de abusos e agressões por parte de maridos, filhos, namorados, ex-companheiros, etc. “Algumas mulheres acham, por exemplo, que um empurrão não é violência doméstica, que socar a mesa não é violência, mas são, sim. É preciso agir logo, para que a situação não se agrave”, ensinou ela. “Romper com o ciclo da violência é difícil, mas há estratégias para proteger a mulher. E nosso trabalho tem um caráter sigiloso, reservado”, completou Karla Ribeiro, coordenadora da Proteção Social Especial da SMASDH. 

A lei: Promulgada em agosto de 2006, a Lei Maria da Penha (Lei Federal nº 11.340/2006) é um importante marco na luta pelos direitos das mulheres, criminalizando todo tipo de violência cometida contra a sua integridade moral e física e buscando garantir o exercício pleno de sua liberdade.

A data: Celebrado em 8 de março, o Dia Internacional da Mulher foi oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1977, depois de mais de um século sendo lembrado em todo o mundo com manifestações, greves e passeatas. Desde então, março também é considerado o Mês da Mulher.

Fotos: Divulgação